“Logo se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas. Os Espíritos não vêm, pois, destruir a religião, como alguns o pretendem, mas, ao contrário, vêm confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis.” (O Livro dos Espíritos, questão 1010)

Mostrando postagens com marcador superstições dentro do centro espírita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador superstições dentro do centro espírita. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de maio de 2023

COERÊNCIA DOUTRINÁRIA NA CASA ESPÍRITA


   


   
  O movimento espírita está crescendo em número de adeptos, a cada dia adentram em suas instituições pessoas vindas das mais variadas doutrinas e filosofias, trazendo consigo hábitos e preconceitos herdados de suas antigas religiões e levando um tempo mais ou menos longo para se adaptar a nova filosofia religiosa que resolveram abraçar.

         Muito compreensivo que isto aconteça, visto que não se pode modificar radicalmente um costume ou uma crença de um dia para o outro. Até porque, muitos procuram a casa espírita pela dor, buscando no tratamento da obsessão, no atendimento fraterno ou na cura de enfermidades físicas o lenitivo e a esperança para os seus males. Grande parte desses irmãos e irmãs, após a solução de seus problemas retornam as suas religiões de origem embora continuem simpatizantes da Doutrina Espírita. Outros resolvem permanecer nos Centros e tornam-se responsáveis trabalhadores e divulgadores da doutrina, elegendo o Espiritismo como sua religião e praticando de modo coerente seus postulados.

         Todavia, existe uma porcentagem de espíritas que, embora sinceros trabalhadores e dirigentes, ainda não se despojaram de velhos dogmas e crendices das religiões tradicionais. Ainda crêem na eficácia do batismo, na necessidade do cerimonial do casamento religioso, o apego excessivo a veneração de imagens e quadros (substituindo muitas vezes a imagem ou o quadro dos antigos santos, por personalidades espirituais conhecidas do movimento espírita como Bezerra de Menezes e Emmanuel, em puro sincretismo religioso).

         Enquanto permanecem com seus misticismos e superstições para si aparentemente não há nada de mal, é necessário respeitar o modo de pensar de cada individuo, como afirmamos a compreensão da doutrina não é uniforme para todos, levando um período que depende do interesse no estudo e da evolução individual.

         Entretanto, quando desejam impor em suas casas de oração práticas estranhas ao Espiritismo como, além dos descritos acima, a exigência do dízimo, médiuns uniformizados como se classe sacerdotal fossem, proibição de pés ou mãos cruzados dentro do centro em franca superstição irracional, passes barulhentos; bustos de seus patronos ou fundadores, onde são feitas filas para beijar e tocar a moda do catolicismo, muitas vezes consideram-se donos do Centro espírita com mandatos vitalícios para presidente… E uma série de outras práticas estranhas. Deve-se conversar e tentar mostrar pela razão que estas, não se coadunam com o movimento Espírita.

          Infelizmente muitos pretendem impor um Espiritismo do seu jeito. 

         Nossa intenção não é criticar religião ou filosofia alguma, cada uma tem suas particularidades que devem ser respeitadas e praticadas dentro de suas próprias organizações. Desde que não as confundam com o Espiritismo.

         Mas, não é o caso desses irmãos equivocados quanto à prática da sua religião. Leem Kardec e não compreendem o objetivo e o alcance moral do Espiritismo: libertar do homem e não tornar a escravizar as mentes, reformar o homem intimamente e não criar grilhões desnecessários, aliviar os fardos do sofrimento e não aumentar-lhes o formalismo sem valor.

         Que o verdadeiro espírita fique atento e lute pela coerência dentro de suas instituições, caso contrário o Espiritismo poderá se tornar mais um Ismo deturpado e cheio de enxertos é responsabilidade de cada espírita o rumo que a doutrina tomará no futuro.

 

Jefferson Moura de Lemos