“Logo se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas. Os Espíritos não vêm, pois, destruir a religião, como alguns o pretendem, mas, ao contrário, vêm confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis.” (O Livro dos Espíritos, questão 1010)

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domingo, 23 de julho de 2023

A MEDIUNIDADE ENTRE OS EVANGÉLICOS PENTECOSTAIS PARTE 2

 

Um companheiro de trabalho, da mesma loja que já comentei na primeira parte [1] deste artigo, me confidenciou uma experiência que vivenciou ainda na adolescência. Ele naquela  época, já estava com seus sessenta e poucos anos, evangélico de uma igreja de orientação pentecostal e também pregador na mesma instituição.

Numa noite em que retornava para o seu lar, uma prima, talvez bem mais velha que ele lhe apareceu de repente e pediu para acompanha-lo na volta para casa, alegando que a rua estava muito perigosa e ela ficaria preocupada. Ele contenta aceitou a companhia e foram junto conversando amenidades até chegarem ao destino.

Ela não quis adentrar a residência e considerou a missão de levar o primo em segurança cumprida e se despediu. Entrando no ambiente domestico, esse meu amigo e companheiro de trabalho, relatou que a mãe dele já estava preocupada, visto que já era muito tarde, e o filho adolescente não chegava.  

Com a intenção de acalmar o coração materno ele declarou que não estava sozinho e que a sua prima (falando o nome) veio lhe fazer companhia, pois as ruas estavam perigosas, mas ao chegarem ela não quis entrar e foi embora. Assustada a sua mãe relatou que seria impossível que essa prima estivesse com ele e se indignou suspeitando de algum tipo de brincadeira ou pegadinha, ele com semblante sério imediatamente  retrucou asseverando o ocorrido.

Então, reconhecendo que o filho realmente não estava mentindo, revelou que o fato de não acreditar num primeiro momento na estória foi que a referida prima já não estava mais viva, já havia morrido há alguns anos.  

É interessante, a demonstração da imortalidade da alma e da comunicação de um espírito materializado relatado por um evangélico pentecostal, que doutrinariamente não acredita que o espírito de um “morto” possa se comunicar com um vivo.

São fatos como esse que demonstram a universalidade das comunicações mediúnicas, que independem de crenças. Mas, são muito frequentes também em ambientes pentecostais creiam eles ou não no fenômeno.  

Jefferson Moura de Lemos

[1] ver o nosso artigo: A mediunidade entre os Evangélicos Pentecostais