“Logo se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas. Os Espíritos não vêm, pois, destruir a religião, como alguns o pretendem, mas, ao contrário, vêm confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis.” (O Livro dos Espíritos, questão 1010)

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quarta-feira, 29 de junho de 2022

MEDIUNISMO, ANIMISMO E DONS ESPIRITUAIS

 















A mediunidade é uma faculdade natural do ser humano, todos nós temos algum grau de mediunidade, desde a simples inspiração ou intuição até as faculdades mais ostensivas como a psicofonia (incorporação) e a psicografia.

Não podemos esquecer também das faculdades anímicas, isto é, das capacidades psíquicas da própria pessoa ou mais propriamente da alma ou espírito encarnado, que pode obter certos fenômenos sem o auxílio dos espíritos. Todavia, as ocorrências puramente anímicas são difíceis de identificar, pois na grande maioria das vezes os espíritos se utilizam o animismo para amplificar as manifestações mediúnicas ou também chamadas medianímicas.

     Sendo assim, os fenômenos mediúnicos e anímicos ocorrem em todos os meios religiosos inclusive no cristianismo, onde são denominados de dons espirituais.

      Dessa forma, todas as manifestações espirituais descritas na bíblia e em outros livros religiosos são manifestações puramente mediúnicas em sua maioria, como o que ocorreu com os apóstolos no dia de Pentecostes (Atos cap. 2).

        Naquele momento, os Espíritos do Senhor liderados pelo Espírito da Verdade se manifestaram por meio de um fenômeno denominado de Xenoglossia. Naquela ocasião havia uma multidão oriunda de diversos países, falando idiomas diferentes, mas, quando os discípulos de Jesus começaram a discursar em hebraico, cada pessoa da plateia ouvia-os como se falassem no seu próprio idioma, um fenício ouvia-os em fenício, um grego os ouvia em grego e assim por diante, embora os apóstolos só falassem em hebraico [1].

    A Xenoglossia é diferente do que se pratica nas igrejas pentecostais e carismáticas, o que se reproduz nessas instituições chama-se Glossolalia que é uma forma imperfeita da Xenoglossia. São na maior parte dos casos, sons estranhos que não têm significado linguístico algum. No meio evangélico a Glossolalia é também denominada de “linguagem dos anjos”.

                                                                                        

[1]Ver o nosso artigo: UM NOVO PENTECOSTES.


                                                                                      Jefferson Moura de Lemos



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

UM NOVO PENTECOSTES


      O novo testamento relata um fenômeno chamado modernamente de Xenoglossia, que é a faculdade do médium em falar línguas que lhe são desconhecidas inclusive línguas mortas. Após a festa da páscoa, época em que Jesus foi condenado e crucificado, os apóstolos estavam reunidos em Jerusalém diante de uma multidão de pessoas de varias nacionalidades e de línguas diferentes, em determinado momento os discípulos de Jesus passaram a falar misteriosamente na língua dos que estavam ali presentes. Enquanto eles falavam, as pessoas entendiam “cada uma na sua própria língua”. O texto encontra-se em Atos dos Apóstolos 2:1-12.

        
          Nos dias atuais, um episódio semelhante aconteceu com o médium Divaldo Pereira Franco e fora narrado pelo confrade Aurelino Alves Neto, na revista “A VERDADE” Nº25 a 30, Janeiro/ junho de 1991, órgão divulgador da Federação Espírita Pernambucana.
         Reproduzimos aqui o texto da revista, hei-lo: “… numa de suas jornadas doutrinárias pelo exterior, estava o renovado orador espírita Divaldo Pereira Franco a pronunciar importante palestra na capital Italiana e, como falasse em português, serviu-se de um tradutor para fazer-se entendido pela enorme massa de ouvintes atentos e expectantes.
         Em carta endereçada pelo confrade Raymundo R. Espelho, diretor do correio fraterno do ABC e datada de Lugano, Itália, o Dr. Geraldo Campana dá-nos seu precioso depoimento: “Durante uns quinze minutos eu fiz a tradução. Então eu parei e ele (Divaldo) continuou falando (depois ele nos contou que Joana de Ângeles apareceu e falou-lhe que podia falar sem a tradução, pois os espíritos tinham magnetizado a todos de modo a fazê-los  compreender o que falasse e realmente assim aconteceu. Um dia depois eu perguntei a um primo se ele tinha compreendido tudo e ele me respondeu que a um certo momento parecia que Divaldo estava falando em Italiano.
         Como houvéssemos ventilado o fato com o Divaldo, em nossa correspondência, ele no-lo confirmou em carta de 11-08-77…”.
         Pois é, casos de mediunidade dessa natureza vêm nos mostrar a ação do Espírito Santo, isto é, dos Espíritos do Senhor, executores das vontades Divinas a agirem hoje como agiram na época de Jesus e dos Apóstolos, auxiliando na exposição das verdades de Deus aos homens, das quais, atualmente o Espiritismo é portador. Os dons mediúnicos, como faculdades inerentes ao ser humano, foram e continuam sendo uma das principais ferramentas utilizadas pela espiritualidade superior para essa divulgação.



Jefferson Moura de Lemos