“Logo se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras Sagradas. Os Espíritos não vêm, pois, destruir a religião, como alguns o pretendem, mas, ao contrário, vêm confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis.” (O Livro dos Espíritos, questão 1010)

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sábado, 7 de janeiro de 2012

AS REENCARNAÇÕES DE JESUS

 
    “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”.

1 Timóteo 2:5


            Navegando pela internet encontramos diversos comentários a respeito das possíveis reencarnações de Jesus. Essas reencarnações se passaram, de acordo com essas opiniões, aqui na terra mesmo, muito antes da sua passagem entre os Judeus e segundo outros tambem depois.

          São pretensos videntes, médiuns assessorados por entidades de intensões duvidosas; estudiosos que, através de malabarismos intelectuais, acreditam terem encontrado as provas dessas reencarnações e falsos cristos. E para piorar a situação muitas pessoas reproduzem essas opiniões como sendo de origem Espírita.
         Em vista disso, é necessário esclarecermos o ponto de vista espírita com relação a Jesus e suas vidas pretéritas.
         Primeiramente para o Espiritismo, Jesus é anterior ao surgimento do planeta, sendo Ele próprio o responsável pela formação de nosso orbe e o único responsável diante de Deus pela sua evolução. Jesus é desse modo, o governador da Terra.
          Sendo Ele o Cristo, isto é, o Ungido de Deus para este orbe, é a consciência diretora de todos os grandes lideres religiosos da Historia que vieram antes e depois dele. Por isso, os ensinamentos morais de todas as grandes religiões se parecem muito com os ensinos morais contidos nos evangelhos. Cada um recebeu de Jesus missões especificas de acordo com cada povo, sua índole psicológica e suas necessidades evolutivas.
         Todavia, é somente por intermédio de Jesus, quer dizer, de sua direção planetária que chegaremos a Deus.
        Desse modo, de acordo com a Doutrina Espírita, Jesus só encarnou uma vez na terra, a fim de cumprir sua missão messiânica nas terras da Judéia, levando, segundo informações espirituais, cerca de mil anos de preparação para essa encarnação, não havendo outras reencarnações do Cristo aqui.
         Logicamente como um Ser cuja evolução vem de bilhões de anos ele deve ter passado pelos mesmos processos evolutivos que nós nesse momento, em algum planeta que provavelmente nem exista mais, reciclado na poeira cósmica do tempo.  



Jefferson Moura de Lemos

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

JESUS, ABRAÃO E A REENCARNAÇÃO


          
           “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. – Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e nunca servimos  a ninguém. Como dizes tu: Sereis livres? – Respondeu-lhes Jesus; Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. – ora, o servo não fica sempre em casa; o filho fica para sempre. – se, pois, o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

(João 8:31-36)¹


 
         Jesus aproveitava todos os momentos de diálogo para deixar ensinamentos importantes, principalmente sobre as verdades morais que ele desenvolvia e exemplificava, bem como questões doutrinárias que ele sabia, não seriam compreendidas por todos como, por exemplo, a reencarnação. Às vezes Utilizava personagens da história Judaica como símbolos para suas explicações.
         Na passagem acima, o Mestre divino exortava os judeus que o ouviam a tronarem-se livres pelo conhecimento da verdade. Todavia, não compreendendo o significado espiritual das palavras de Jesus, eles sentiram-se ofendidos acreditando que o mestre os ridicularizava, atribuindo-lhes a condição de servos ou escravos. Acreditavam que por serem descendência de Abraão e observadores rigorosos da Lei e das tradições tornavam-se “eleitos de Deus”. Embora estivessem sob o jugo de Roma.  
         Entretanto, o senhor Jesus, tentou explicar-lhes o sentido real da qualificação de cativos. Eles não eram servos por estarem sob o domínio romano ou pela não observação de alguma tradição. Eram servos das imperfeições morais que incitam ao erro (pecado). E conclui comparando-os aos filhos de Abraão: Ismael e Isaque.
         Isaque era o filho legítimo de Abraão com Sara sua esposa, enquanto, Ismael era o filho do grande patriarca com uma escrava. Antes de Isaque nascer Sara não conseguia engravidar e Abraão seguindo a tradição da sua terra natal, a Mesopotâmia, dispôs de uma escrava para gerar um herdeiro. Assim aconteceu o nascimento de Ismael filho da escrava Hagar.
         Acontece que, com o nascimento de Isaque seu meio irmão Ismael ficou em segundo plano na disputa pela herança e temendo uma contenda futura entre os irmãos, Abraão foi aconselhado pelos Espíritos do Senhor a expulsar a escrava e seu filho, com a promessa de que deste tambem sairia uma grande nação.  Mesmo consternado o Patriarca bane mãe e filho do acampamento.
          Jesus, aproveitando-se dessa história passa aos seus ouvintes um ensinamento moral e doutrinário, expondo para os que tinham ouvidos para ouvir a doutrina da reencarnação. 
         Assim, declarando: “Ora, o servo não fica sempre em casa;” falava da expulsão de Ismael da casa paterna, para não reclamar o direito a herança (Gênesis 21: 8-21). Do mesmo modo, os Judeus que ouviam a sua pregação, por não crerem na sua palavra e por não se arrependerem dos seus pecados, não eram filhos legítimos de Abraão (João 8:38,41,44), não podendo permanecer sempre na casa paterna, isto é, no mundo espiritual onde encontra-se o Patriarca, que os judeus acreditavam estava junto de Deus..   
         No contexto geral significa que todo aquele que ainda não se libertou totalmente das suas imperfeições, é escravo delas. Por esse motivo, não poderá permanecer sempre nas moradas espirituais, devendo retornar a matéria a fim de resgatar as suas dividas ou passar por provações a fim e limpar a sua consciência e melhorar-se pela reforma interior.       
          Dizendo: “o filho fica para sempre” mostrava que, assim como Isaque; Ele, Jesus, estava e sempre estará na casa paterna. Espírito livre e perfeito, não necessitando passar pelo processo reencarnatório (sua encarnação naquele momento deu-se apenas como missão não havendo nenhum débito ou necessidade de prova), permanecia em constante relação com Deus e com os planos espirituais mais elevados, mesmo estando voluntariamente, ligado a matéria
         Assim, a quem o filho (Jesus) libertar, quer dizer, seguir os seus ensinamentos, chegará um dia a perfeição, libertando-se da escravidão da matéria e não mais necessitando reencarnar, permanecendo definitivamente na vida espiritual, na eternidade. (Hebreus 12:1-9; 23)



Jefferson Moura de Lemos






Referencias:

[1] Bíblia Sagrada. João Ferreira de Almeida. Ed. 1995 São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005.